Mobilização orienta população sobre violência doméstica, divulga canais de denúncia e fortalece a rede de proteção às mulheres
A campanha Verão sem Violência realizou, nesta quarta-feira (14), a primeira ação pública de conscientização voltada ao enfrentamento da violência doméstica em Canoas. A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão e ocorreu no Calçadão da cidade, em frente à Estação Canoas da Trensurb, com abordagem direta à população e distribuição de materiais informativos.
A atividade teve como foco ampliar o acesso à informação, divulgar os canais de denúncia e orientar sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, incluindo violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Durante a mobilização, a equipe dialogou com quem passava pelo local, esclarecendo dúvidas e reforçando a importância da prevenção, do acolhimento e da busca por ajuda.
A programação da campanha segue ao longo do verão, com novas ações previstas para os dias 26 de janeiro, 11 de fevereiro e 25 de fevereiro, sempre às 15 horas. As atividades mantêm o foco na orientação da comunidade, na conscientização e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres do município.
Para Yasmin Rodrigues, que acompanhou a mobilização, o acesso à informação pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres. “Já presenciei a violência verbal que minha mãe sofreu quando decidiu se separar. Levar informação às mulheres é muito importante, tanto para quem vive essa situação quanto para quem pode ajudar alguém”, afirmou.
Ana Leote também ressaltou a relevância da iniciativa ao relembrar sua própria experiência. “Já sofri violência e, na minha época, havia poucos recursos além da Delegacia da Mulher. Muitas vezes, o acolhimento era constrangedor. Hoje, ações como essa mostram o quanto avançamos”, relatou.
Durante as abordagens, a diretora da Diretoria da Mulher, Sara Amaral Ávila, destacou que a campanha busca aproximar os serviços da comunidade. “A conscientização é essencial para que as mulheres reconheçam a violência e saibam onde buscar ajuda, além de manter os órgãos da rede de proteção atualizados e acessíveis”, enfatizou.
Foto: Vinícius Medeiros



