O requerimento do vereador Ezequiel para uma sessão especial sobre a execução dos contratos na saúde, com a presença das empresas contratadas, SIMERS, profissionais da saúde, secretário da saúde e prefeito, foi rejeitado em votação apertada.
Houve empate na votação, e o vereador Bamberg, que presidia a sessão, usou seu voto de minerva para barrar o pedido. Questionado sobre sua decisão, afirmou:
“Tenho todos os motivos para votar contrário a vinda do SIMERS.”
A declaração levanta um questionamento inevitável: o que justifica esse receio?
O que há para esconder?
O que os oito vereadores que votaram contra a audiência temem?
• Que o prefeito Airton se complique ainda mais?
• Que o secretário da Saúde revele falhas graves na gestão?
• Ou simplesmente acreditam que a administração não tem explicações convincentes a dar?
Seja qual for a resposta, o desfecho da sessão desta quinta-feira deixou uma certeza: ao impedir um debate público sobre os contratos da saúde, a Câmara negou à população o direito de obter esclarecimentos sobre um dos temas mais sensíveis da cidade.
Cargos em troca de silêncio?
O contexto dessa decisão não pode ser ignorado. Nos últimos meses, a atual gestão nomeou dezenas de aliados políticos para cargos estratégicos, fortalecendo sua base na Câmara. O resultado? Vereadores que deveriam fiscalizar o governo preferem blindá-lo.
Como dizia Brizola:
“Se algo tem rabo de jacaré, couro de jacaré, boca de jacaré, pé de jacaré, olho de jacaré, corpo de jacaré e cabeça de jacaré… Como é que não é jacaré?”
Foto: Bruna Graco