spot_img

Brumadinho: o grito por justiça

No dia 6 de março, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em memória às 272 vítimas do trágico rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Neste evento, diversas vozes se levantaram em clamor por justiça e medidas preventivas para evitar futuras catástrofes semelhantes.

Uma Homenagem Dolorosa

Durante a sessão, familiares das vítimas marcaram presença, trazendo consigo uma cruz de tamanho gigante, com os nomes daqueles que foram tragados pela lama da barragem. Liderados pela presidente da Associação dos Familiares de Vítimas de Brumadinho (Avabrum), Andresa Rodrigues, prestaram uma emocionante homenagem às vítimas, chamando-as de “jóias”.

Clamor por Justiça e Prevenção

Andresa Rodrigues, que perdeu seu único filho na tragédia, acusou a empresa Vale de negligência, alegando que tinham conhecimento prévio dos riscos e nada fizeram. Ela demandou ações imediatas para reforçar a fiscalização e evitar recorrências do desastre. O coordenador da comissão externa da Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), corroborou, ressaltando a inação tanto da Vale quanto do poder público.

O Papel da Legislação e da Fiscalização

Conforme a Agência Câmara, representantes do Ministério da Integração Regional e do Comitê Pró-Brumadinho destacaram a urgência de revisar a legislação sobre gerenciamento de riscos e intensificar a fiscalização da atividade mineradora. O deputado Pedro Aihara (PRD-MG) criticou a postura da Vale, denunciando sua propaganda enganosa e destacando a continuidade da busca por justiça.

Uma Tragédia Evitável

Brumadinho não é apenas uma lembrança dolorosa, mas um símbolo de um crime evitável. Cinco anos depois, ainda não há responsabilização efetiva pelos ocorridos. É essencial que o país se mobilize para evitar que tragédias como essa se repitam, através de medidas de prevenção e fiscalização eficazes.

 

 

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

 

spot_img
- Conteúdo Pago -spot_img