Enquanto Balneário Camboriú mantém o metro quadrado entre os mais elevados do país, novos empreendimentos no entorno da cidade passam a concentrar parte da expansão imobiliária regional. Nesse contexto, o Colinas de Camboriú, bairro planejado lançado em 2019 e com projeto urbanístico entregue, encerra 2025 com mais de 90% dos lotes comercializados e projeção de Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 10 bilhões, conforme levantamento técnico do masterplan do empreendimento.
O movimento ocorre em meio à expansão do mercado imobiliário em Santa Catarina. Em 2025, Balneário Camboriú registrou valor médio de R$ 14,8 mil por metro quadrado, segundo o índice FipeZAP, fator que tem direcionado a demanda para áreas urbanas planejadas no entorno imediato da cidade. Inserido nesse cenário, o Colinas de Camboriú está localizado próximo ao eixo urbano e à BR-101, com proposta de bairro estruturado, infraestrutura completa e planejamento urbano independente da orla.
O projeto se organiza a partir de três eixos: escala territorial, preservação ambiental e desenho urbano. Ao todo, são mais de 900 mil metros quadrados, dos quais aproximadamente 400 mil metros quadrados correspondem a áreas de Mata Atlântica preservada. O plano urbanístico inclui fiação subterrânea, controle de acesso, sistema viário amplo e ocupação integrada ao relevo natural.
Ao longo de 2025, o bairro registrou a realização de mais de 40 eventos voltados a atividades esportivas, bem-estar, lazer e negócios, além do início da ocupação residencial. No mesmo período, o empreendimento recebeu o Prêmio ADVB Empresa Cidadã, na categoria Cultural.
Projeções para 2026
A próxima etapa do desenvolvimento do bairro está prevista para 2026, com R$ 500 milhões estimados em lançamentos imobiliários. O planejamento inclui empreendimentos residenciais e comerciais, casas e projetos verticais, com até 40 edifícios previstos no masterplan, além da ampliação da oferta de serviços urbanos.
Entre os projetos previstos está o Athene Garden, empreendimento residencial vertical com foco em conceitos de bem-estar e certificações ambientais, marcando o início da verticalização do bairro.
Outro equipamento programado é a implantação de uma unidade do Colégio COC, com estrutura educacional de aproximadamente 6.000 metros quadrados integrada a um projeto de escola com proposta ambiental. A informação consta no planejamento institucional do empreendimento.
Sobre o VGV
Segundo os sócios-administradores do Colinas de Camboriú, Luian Silvestre e Aujor Fernandes Silvestre Filho, a projeção de VGV de R$ 10 bilhões considera exclusivamente os produtos imobiliários destinados à comercialização e se baseia em inventário técnico atualizado do masterplan.
Para Luian Silvestre, o planejamento urbano é um dos diferenciais do projeto. "O bairro foi estruturado com foco em infraestrutura, preservação ambiental e organização urbana, buscando acompanhar a expansão da região de forma planejada", afirma.
Aujor Fernandes Silvestre Filho destaca o perfil da demanda observada ao longo do desenvolvimento do empreendimento. "Há uma procura crescente por áreas urbanas planejadas, com maior presença de áreas verdes e infraestrutura consolidada, sem afastamento do eixo urbano", avalia.
A leitura é compartilhada por analistas do setor. Segundo Angelo Dominguez, analista da Terral Imobiliária, o empreendimento reúne características associadas a projetos de expansão urbana planejada. "O Colinas de Camboriú ocupa uma área estratégica entre municípios com forte atividade imobiliária e apresenta atributos como escala territorial, planejamento urbano e infraestrutura previamente implantada", observa.
Dominguez acrescenta que o projeto tem sido acompanhado por investidores atentos à expansão regional. "Empreendimentos com planejamento urbano definido, segurança jurídica e potencial de desenvolvimento tendem a atrair atenção em ciclos de crescimento imobiliário", conclui.



