Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, o escritor e dramaturgo Manoel Carlos, conhecido nacionalmente como Maneco, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Autor de novelas que marcaram gerações, ele ficou especialmente conhecido por criar protagonistas femininas chamadas Helena, mulheres fortes, sensíveis e defensoras de quem precisava ser protegido.
Manoel Carlos enfrentava a Doença de Parkinson, mas, segundo a família, a causa da morte não foi divulgada. O autor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde realizava tratamento. Nos últimos anos, a doença havia afetado suas funções motoras e cognitivas.
A carreira artística de Maneco começou cedo. Aos 17 anos, ele iniciou sua trajetória nos palcos, atuando como ator e diretor, até se consolidar como um dos mais importantes autores da televisão brasileira. Sua obra ficou marcada por tramas ambientadas no Rio de Janeiro, especialmente em Copacabana, cenário recorrente de suas novelas — bairro onde também morreu.
Ao longo de décadas, suas produções abordaram temas sociais relevantes e, muitas vezes, considerados tabus para a época. Suas novelas discutiram diferenças geracionais, relacionamentos afetivos, homofobia, preconceito, inclusão de pessoas com deficiência, como a síndrome de Down, além de outras condições e transtornos neurológicos, sempre com foco humano e educativo.
Entre as novelas mais lembradas pelo público estão “Laços de Família” e “Páginas da Vida”, obras que se destacaram pelo impacto emocional e pela discussão de questões sociais que ajudaram a promover reflexão na sociedade brasileira.
Manoel Carlos deixa um legado artístico que ultrapassa a ficção e permanece vivo na memória do público. Maneco deixa uma contribuição inestimável à cultura nacional.
Descanse em paz.



