Aluno de colégio da polícia militar é suspeito de tentar estuprar estudante de 14 anos

Um aluno de 18 anos teria tentado estuprar uma colega de 14 anos no Colégio da Polícia Militar General Edgard Facó, localizado em Fortaleza, no Ceará. A tentativa teria consumado um histórico de mensagens de assédio enviadas à vítima.

Segundos estudantes da escola, o suspeito teria contado a amigos sobre o caso, alegando que teria colocado a vítima “pra mamar”.

Funcionários da escola e alunos relataram que a tentativa de abuso teria ocorrido no próprio colégio, quando o suspeito e a vítima estavam sozinhos em uma sala de aula. Ainda, o evento não teria sido a primeira vez em que o aluno tentou violentar de outras estudantes.

Em um caso, ele chegou a morder uma colega, parte do histórico de “brincadeiras pesadas” que o rapaz fazia com a estudante. Em retaliação à tentativa de estupro mais recente, pais e alunos protestaram em frente ao colégio na última quinta-feira (03).

Os manifestantes, gritando frases como “Nossa escola é publica, nosso corpo não”, exigiam que as medidas cabíveis fossem tomadas e que a instituição aumentasse a proteção das alunas, pois este não teria sido o primeiro caso em que uma estudante foi vítima de um abuso no colégio.

pais e alunos protestaram em frente ao colégio

A mãe de uma estudante, se referindo à impunidade de outros abusos ocorridos anteriormente na escola, descreveu que “Assédio moral, assédio sexual, alunos são silenciados, perseguição. Os alunos estão revoltados por situações que acontecem e são silenciados”.

Professores do colégio também informaram que, embora tenham conhecimento do caso e queiram manifestar apoio à vítima, não o fazem por medo de retaliação, conforme explicado pelo professor Bruno Carvalho em comunicado ao jornal O POVO.

Desde então, o aluno está suspenso da instituição. Um Boletim de Ocorrência foi registrado sobre na Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente, que está responsável pela investigação e tem ouvido testemunhas do caso.

A Polícia Militar, assim como o Colégio General Edgard Facó, afirmaram, em comunicado, que todas as medidas cabíveis até então foram implementadas. A escola também informou que tem prestado suporte psicológico e administrativo à estudante.

 

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