Maduro foi preso e a esquerda tradicional revelou mais uma vez não lutar pelo pobre, pelo oprimido, pela minoria. Sua incoerência é tamanha que, Manuela D’avilla, quando perguntada, nem sequer teve a capacidade de classificar Maduro como um ditador. Segundo ela, isso é algo complexo de definir.
Toda a subjetividade e relatividade de conceitos e definições cultivada por décadas pela esquerda tem um objetivo claro: estabelecer uma concepção por conveniência. Ou seja, ao invés de “dar nomes aos bois”, é preferível relativizar um conceito, de modo que ele não seja impessoal, por exemplo.
Nesse sentido, o ditador facilmente pode ser Trump. Já Nicolás Maduro, é “complexo” definir, sabe? Um país com liberdade de expressão limitada e eleições manipuladas não é fundamento suficiente para tal constatação, ainda falta o principal: De quem estamos falando? Com isso, agora sim podemos conferir conforme os velhos moldes relativistas da lógica esquerdistas.
O povo comemorar a derrota de um líder que perseguia seus opositores políticos não significa grande coisa. Afinal, quem liga se o venezuelano tem pão na mesa? O que importa mesmo é o Petróleo. Pessoas e animais morreram de fome no governo de Maduro, mas o principal, o petróleo estava a salvo das garras da potência opressora do capitalismo.
Até o Direito Internacional foi trazido à discussão para afirmar que houve a quebra da Soberania venezuelana – mesmo que ironicamente o país invadido seja antidemocrático. Até porque o que vale mesmo para eles (esquerda) é a simples concentração de poder. Mesmo que para isso, o oprimido seja pisoteado com um propósito maior: resguardar o poderio.



