Nesta segunda-feira, 23 de outubro, a Polícia Civil, por meio da 3° Delegacia de Investigações do Narcotráfico (3° DIN) do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico, deflagrou uma operação de grande envergadura. Com o cumprimento de 38 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, a ação se desdobrou nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Após um ano de intensas investigações, as autoridades policiais agiram com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que havia estabelecido raízes na zona norte de Porto Alegre, bem como responsabilizar criminalmente suas lideranças.
Cerca de 200 policiais civis participaram da operação, que já resultou na prisão de 13 suspeitos. Além das prisões, as autoridades apreenderam veículos, uma quantia significativa de treze mil reais e diversos aparelhos celulares.
As investigações que antecederam a operação revelaram uma expressiva transação financeira relacionada à venda de drogas, movimentando cerca de um milhão de reais a cada dez dias.
O trabalho policial teve início após uma prisão em flagrante no final de 2022, quando um gerente do narcotráfico foi detido com uma grande quantidade de armas, drogas e comprovantes de movimentação financeira relacionada à venda de entorpecentes.
É importante salientar que essa facção criminosa surgiu na zona leste de Porto Alegre, e sua atuação tem sido marcada por ações violentas e explícitas, usadas como demonstrações de poder e intimidação de rivais.
Além disso, o grupo criminoso adquire drogas diretamente de países produtores, como Paraguai, Bolívia e Peru, distribuindo-as em larga escala, não apenas na capital gaúcha e sua Região Metropolitana, mas também para o interior do estado.
Um ponto de grande destaque é que os alvos dessa operação respondem, em conjunto, por mais de cem homicídios.
O Delegado Alencar Carraro, Diretor de Investigações do Narcotráfico, enfatiza que a Operação Golpe de Estado visa atingir de forma direta uma organização criminosa, responsabilizando criminalmente suas principais lideranças. Essa ação permitirá que o principal líder desse grupo permaneça no Sistema Penitenciário Federal, além de possibilitar a prisão de outros líderes envolvidos.
Essa operação faz parte da estratégia da Polícia Civil de desarticular o crime organizado, desestabilizando-o financeiramente e responsabilizando criminalmente suas lideranças de maior hierarquia.