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Do fumo à uva; produtor investe em diversificação da propriedade em Dom Feliciano

Alex Gawlinski e Patrícia Studzinski Gawlinski residem em uma propriedade de 15 hectares em Dom Feliciano, a 173 km de Porto Alegre. Depois de muito tempo plantando fumo, o casal teve a idéia de diversificar a plantação. “Essa idéia surgiu em  2011. Resolvemos arriscar e entrar num programa de incentivo da prefeitura de Dom Feliciano, que era doado as mudas de parreira para a diversificação da propriedade” conta Alex.

O casal resolveu então plantar 500 pés de parreira, mas sem deixar de plantar o fumo. “Sempre fui apaixonado pela agricultura. Nesses 500 pés de parreira, também plantamos pepino para aproveitar a irrigação. Foram plantados 3.000 mil pés de pepino de conserva, que foi vendido para a serra gaúcha” conta o agricultor.

“Após vermos um desenvolvimento muito bom da parreira, que em um ano já começou a produzir e no segundo ano já tinha bastante cachos, o pepino já não poderia mais ser plantado pela parreira, por já ter uma boa ramada. Ai resolvemos plantar mais 500 pés de parreira. Eu mesmo fiz as mudas.” conta Alex.

Foram plantadas mais meio hectare de mudas. Hoje, o casal tem no total aproximadamente 2.600 pés de parreira.

A produção depende também das condições climáticas. “Um ano a produção é maior, no outro menor, dependendo do clima. Já chegamos a colher 20 toneladas o hectare em ano bom e 10 toneladas o hectare em ano ruim” conta.

Alex lembra que o ano de 2022 não foi muito bom, devido a uma semana de chuvas que aconteceu na florada das parreiras. “Aquela semana acabei perdendo. Caiu muito a produção, aproximadamente 30%, mas a uva é de ótima qualidade.”

A maior parte da uva Concord, vai para uma empresa de sucos da serra gaúcha, já a uva Bordo, vira produção de vinho na própria propriedade.

Diversidade

A família produz uma diversidade de tipos de  uvas. “Produzimos uva Francesa, Concord, Niágara branca e Niágara rosa. Também temos uma pequena produção de kiwi.” conta o agricultor.

Na propriedade, além do casal, moram também a filha Gabrielli e a sogra de Alex, Carmem, que também ajudam na produção. O casal também conta com uma pessoa para ajudar, além da família.

Alex conta que ano passado entrou em mais um programa da prefeitura de Dom Feliciano, um programa de citricultura. “Plantei 400 pés de laranja para suco com o programa mais citrus. Continuamos plantando fumo, mas também plantamos arroz de cachinho para nosso consumo e também de vizinhos e familiares, que mais de 8 anos, só consomem esse arroz produzido por nós. Produzimos batata doce, feijão, aipim, batata inglesa entre outros, tudo para o consumo da família” finaliza o agricultor.

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