Profissionais que atuam na Educação Especial em Gravataí participaram, na última semana, de uma formação promovida pela Prefeitura. A atividade reuniu professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e supervisoras das Escolas Comunitárias de Educação Infantil (Eceis) para discutir estratégias pedagógicas e compartilhar experiências relacionadas ao atendimento de estudantes da Educação Especial.
A programação teve como foco as diferentes realidades encontradas nas escolas da rede municipal e a necessidade de adaptar as práticas pedagógicas às particularidades de cada estudante. Entre os assuntos abordados esteve o Plano Educacional Individualizado (PEI), considerado uma ferramenta importante para acompanhar o desenvolvimento dos alunos e orientar as ações educacionais.
A psicóloga Jaqueline Reis, da Secretaria Municipal de Educação (Smed), ressaltou que o documento deve ser atualizado de acordo com as transformações vivenciadas pelos estudantes.
“É importante que esses documentos sejam revisitados frequentemente. Esse cuidado é essencial com as crianças, pois todas as mudanças que ocorrem na vida delas impactam no desempenho escolar e social de diversas formas”, explicou.
Na educação infantil, o trabalho desenvolvido pelo AEE contempla aspectos como o estímulo à autonomia em atividades do cotidiano, o desenvolvimento da coordenação motora e o fortalecimento das habilidades sensoriais. Durante a formação, as profissionais reforçaram que a atenção individualizada e o envolvimento das equipes podem contribuir de maneira significativa para o processo de aprendizagem.
Outro tema destacado foi a necessidade de ampliar a compreensão sobre quem integra o público da Educação Especial. As participantes ressaltaram que esse atendimento não é direcionado exclusivamente a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), abrangendo também pessoas com altas habilidades ou superdotação, deficiências físicas, intelectuais, sensoriais e múltiplas.
A importância do desenvolvimento psicomotor durante os primeiros anos de vida também esteve entre os assuntos discutidos. Segundo Jaqueline Reis, as atividades lúdicas e motoras são fundamentais para as crianças e devem caminhar junto ao trabalho realizado com os conteúdos pedagógicos em sala de aula.
Além dos momentos de estudo, o encontro serviu como espaço para escuta e compartilhamento das experiências vivenciadas pelas profissionais. Foram apresentados projetos desenvolvidos pelas instituições, além de relatos sobre avanços, desafios e dificuldades presentes na rotina escolar.
A formação também destacou os resultados obtidos ao longo do trabalho realizado pelas escolas. Conforme as experiências compartilhadas durante o encontro, a evolução dos estudantes ocorre de forma contínua e está relacionada às estratégias pedagógicas construídas e aplicadas por cada instituição.





