Um levantamento divulgado pelo ICL Notícias aponta que a maioria das apostas esportivas sugeridas durante as transmissões da Copa do Mundo na CazéTV terminou em prejuízo para o público. Segundo a análise, 61% das recomendações feitas por narradores e comentaristas não resultaram em retorno financeiro para quem decidiu segui-las.
O estudo acompanhou 48 partidas das duas primeiras rodadas da fase de grupos e avaliou, em tempo real, 74 apostas promovidas ao longo das transmissões. Desse total, 45 não foram bem-sucedidas, enquanto apenas 29 terminaram com resultado positivo.
O levantamento também destaca que parte das apostas vencedoras estava vinculada às chamadas “super odds”, ofertas com condições específicas. Em alguns casos, elas eram disponibilizadas apenas para clientes já cadastrados na plataforma de apostas ou limitavam o valor máximo da aposta a R$ 10, reduzindo o potencial de ganho dos participantes.
Outro ponto abordado pelo estudo é a forma como as apostas eram apresentadas ao público. Segundo a análise, narradores e comentaristas tratavam as odds como recomendações esportivas, o que, na avaliação dos responsáveis pelo levantamento, poderia incentivar o público a apostar. A prática tem sido alvo de questionamentos por parte de órgãos do governo federal e do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que avaliam possíveis descumprimentos das normas de publicidade responsável.
Entre os exemplos citados está uma recomendação feita durante a estreia da Copa do Mundo, quando comentaristas sugeriram uma aposta envolvendo um gol do atacante Raúl Jiménez na partida contra a África do Sul. Apesar da confiança demonstrada durante a transmissão, a previsão não se confirmou e quem seguiu a indicação registrou prejuízo.
O levantamento reacende o debate sobre a responsabilidade na divulgação de apostas esportivas durante transmissões ao vivo e reforça a discussão sobre a necessidade de regras mais claras para a publicidade e a promoção desse tipo de conteúdo.





