Exposição em Gravataí usa arte para alertar sobre sinais que antecedem o feminicídio

Mostra “O início do fim” propõe reflexão sobre violência contra a mulher e segue aberta até 30 de abril

 

Entre imagens impactantes e histórias que pedem atenção, a arte tomou conta do Quiosque da Cultura na noite desta quinta-feira (9), em Gravataí. A abertura da mostra fotográfica “O início do fim – os sinais que antecedem o feminicídio”, da artista Isab-EL Cristina, transformou o espaço em um ambiente de reflexão, sensibilidade e conscientização.

A exposição, que pode ser visitada gratuitamente até o dia 30 de abril, integra o Edital Portas Abertas, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) que incentiva a ocupação de espaços públicos por artistas e coletivos culturais. A mostra reúne registros de uma performance cênica que convida o público a identificar sinais prévios de violência, promovendo diálogo e conscientização.

Durante a abertura, o público acompanhou um recital poético e participou de uma roda de conversa com Liniker Fraga, Thaís Marcelino e a Dra. Letícia Peixoto, que compartilharam experiências e reflexões sobre os direitos das mulheres e a importância da prevenção. A programação também contou com apresentação musical de Thalia Macedo, reforçando o tom sensível do evento.

A atividade reuniu ainda representantes de diversas entidades da comunidade, como a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gravataí, a Casa dos Açores do Rio Grande do Sul, o Clube Negro Seis de Maio e o Clube Literário, destacando o caráter coletivo da iniciativa.

O secretário adjunto de Cultura, Giulliano Pacheco, ressaltou o papel da arte na transformação social. “A cultura amplia o diálogo e fortalece mensagens importantes, contribuindo para uma sociedade mais consciente”, afirmou.

Já a secretária da Mulher e Direitos Humanos, Thaís Marcelino, destacou a importância da informação na prevenção. “Reconhecer os sinais é fundamental para agir antes que a violência se agrave”, pontuou.

Idealizadora da mostra, Isab-EL Cristina explicou que o projeto busca transformar vivências em alertas visuais. “A arte pode ajudar a romper o silêncio e incentivar a identificação de sinais muitas vezes ignorados”, disse.

A exposição reforça a arte como ferramenta de conscientização e aproxima a comunidade de um tema urgente, incentivando a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres.

 

 

 

 

 

Foto: Divulgação 

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Peter Jaques
Peter Jaqueshttp://realnews.com.br
Peter Jaques é jornalista e criador de conteúdo apaixonado por contar histórias autênticas — do jornalismo esportivo à cobertura musical independente. Já atuou como repórter na Real News, acompanhando de perto as emoções do Sport Club Internacional, e também deu voz à cena alternativa em projetos como Preto No Metal e Motim Underground. Formado em Jornalismo pela UNIFRAN, une reportagem, locução e produção digital para criar conteúdos que informam, conectam e emocionam. Entre o campo e os palcos, sua escrita se destaca pelo olhar crítico e pela capacidade de envolver o público, sempre valorizando a experiência humana por trás de cada história.

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