Redes sociais impulsionam mercado de bem-estar

No Brasil, 45% das pessoas associam suplementos alimentares e nutrição à melhora do bem-estar mental. Trata-se do maior índice entre os países analisados em uma pesquisa da Tetra Pak FSN Global Consumer, feita pela Tetra Pak em parceria com a Ipsos. Além disso, 56% dos entrevistados brasileiros consideram esses produtos importantes para o cuidado da saúde física.

Um levantamento aponta, ainda, o crescimento do setor de bem-estar, que abrange produtos de alimentação saudável e controle de peso. Em 2029, o mercado deve atingir um tamanho de US$ 9,7 trilhões (R$ 51,5 trilhões, na cotação atual), um aumento em comparação com os US$ 6,7 trilhões estimados (R$ 35,6 trilhões) em 2024. Os dados são do Global Wellness Institute (GWI).

Bruno Carvalho, gestor de marketing da Quantum Nutrition, afirma que, com o avanço da internet e das redes sociais, a disseminação de informações e hábitos de consumo ocorre de forma cada vez mais rápida, impulsionando a popularidade de categorias ligadas a áreas como saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Para ele, as tendências não nascem mais no ponto de venda; nascem no conteúdo. "Redes sociais transformam produtos em desejo quase instantâneo, principalmente por meio de influenciadores e validação social. O consumo começa no feed", pontua Carvalho.

Diferentes empresas aproveitam esses movimentos e fazem com que esses produtos deixem de ser apenas um "hype" e se tornem uma demanda consolidada.

"A dor sempre existiu, mas agora ela é explorada com muito mais intensidade por meio de copies, gatilhos e narrativas. O que antes era necessidade, hoje é percepção de necessidade. Os produtos de bem-estar crescem rápido porque passam a representar pertencimento e estilo de vida", diz o executivo. A empresa na qual ele atua é especializada na comercialização de suplementos alimentares.

Carvalho, porém, acredita que há um lado negativo que precisa ser evitado. Ele se refere especificamente à questão nas redes sociais: em alguns casos, a comunicação aborda o tema da preocupação com a saúde e com o bem-estar por um ponto de vista "vazio e desmedido" que não representa a realidade da maioria das pessoas.

"O desafio é trazer esse tema com responsabilidade, sem distorcer a expectativa. Temos que trazer pessoas reais, com soluções verdadeiras para dores que não são romantizadas", argumenta Carvalho.

Do ponto de vista dos negócios, a velocidade com que as tendências surgem também pode representar riscos para as empresas, acredita o gestor de marketing. Por isso, os empreendedores devem tomar alguns cuidados ao investir em categorias que estão em ascensão. Na visão do executivo, o maior risco é "entrar em um hype vazio".

"Nem toda tendência vira mercado. Por isso, o cuidado precisa estar na entrega — não só vender, mas sustentar o produto com qualidade, informação e responsabilidade. Crescer sem base pode destruir a marca no médio prazo", alerta Carvalho.

Em relação aos próximos anos, o gestor de marketing acredita que o surgimento e a consolidação de tendências de consumo tendem a se tornar ainda mais rápidos. "Junto com isso, a expectativa é que o consumidor também evolua. A tendência é um público mais consciente, que filtra melhor o que consome. O espaço deve migrar do hype pelo hype para qualidade, consistência e resultado real", comenta ele.

Para saber mais, basta acessar o site da Quantum Nutrition: https://quantumnutrition.com.br/

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