Ação da Polícia de Trânsito ocorreu em cruzamento onde foi registrado acidente fatal na semana passada
Motoristas que passavam pelo cruzamento da Rua 11 de Junho com a Rua Tamoio, no bairro Niterói, em Canoas, foram abordados na tarde da última quarta-feira (11) durante uma blitz educativa promovida pela Polícia de Trânsito. A iniciativa teve como objetivo orientar os condutores sobre a importância de respeitar as normas de trânsito e redobrar a atenção ao circular pelas vias da cidade.
O ponto escolhido para a ação foi definido após um acidente fatal registrado na semana passada, nas proximidades do cruzamento. Na ocasião, um motorista que trafegava na contramão atropelou um ciclista que se deslocava para o trabalho.
A região já vinha recebendo intervenções para melhorar a segurança viária, incluindo revitalização da sinalização e instalação de um quebra-mola, medidas adotadas devido ao histórico de ocorrências no local.
Durante a blitz, os agentes conversaram com os motoristas, reforçaram orientações sobre comportamentos seguros no trânsito e distribuíram materiais educativos. A diretora de Planejamento e Mobilidade da Secretaria de Transportes e Mobilidade, Ana Cláudia Bitencourt, explicou a proposta da ação.
“A gente aborda os veículos, conversa com o pessoal, entrega o material educativo e fala da importância da atenção no cruzamento, da placa de pare e do uso do celular, que é um dos grandes motivos do sinistro de trânsito”, afirmou.
O agente de trânsito Maico Rufatto destacou que o ponto já vinha sendo monitorado pelas autoridades devido ao número de acidentes registrados na região.
“Há pouco tempo foi revitalizada a sinalização aqui e foi instalado até um quebra-mola, porque nessa região ocorriam muitos acidentes. Inclusive na semana passada tivemos o atropelamento do ciclista, que estava se deslocando para o trabalho e um veículo na contramão acabou colidindo nele e ele veio a óbito”, relatou.
Morador do bairro e empresário, Antonio Gobbi também comentou sobre a importância da conscientização no trânsito.
“As pessoas se consideram muito protegidas dentro do carro. Acham que tem airbag, tem cinto, mas isso não garante a preservação da vida nem de quem está dentro do carro, nem do transeunte. O trânsito é educação e multar, se for o caso, não é problema. Tem que educar. As pessoas entram no carro e perdem completamente a noção de onde estão e da responsabilidade que têm”, destacou.
Foto: Julia Krauspenhar



