Mais uma vez o debate sobre arbitragem ganha força após o Gre-Nal 450. Depois da derrota por 3×0 na Arena, o Internacional veio a público questionar de forma contundente as decisões da arbitragem, sugerindo interferência direta no resultado. Mas quando olhamos para trás, especialmente para os Gre-Nais 447 e 448 pelo Brasileirão 2025, é impossível não lembrar que a polêmica já esteve do outro lado.
No Gre-Nal 447, na Arena do Grêmio, o jogo terminou 1×1. Porém, aos 38 minutos do segundo tempo, Aguirre derruba Aravena na entrada da área. O lance foi claro, revisado, e nada foi marcado. Um possível pênalti que poderia ter mudado o resultado acabou ignorado.
Já no Gre-Nal 448, no returno, o Internacional teve três pênaltis marcados a seu favor. Dois corretamente assinalados — um convertido e outro desperdiçado por Alan Patrick nos minutos finais. Mas o segundo pênalti convertido gerou questionamentos: antes da bola bater na mão do zagueiro Noriega, houve um puxão claro de Borré na camisa do defensor, lance que o desequilibra e influencia diretamente na jogada. Mesmo assim, arbitragem e VAR confirmaram a penalidade. Ainda assim, o Grêmio venceu por 3×2.
O que chama atenção é a memória seletiva. Erros acontecem para todos os lados ao longo da temporada. Transformar isso em discurso inflamado justamente antes de um clássico decisivo pelo estadual parece mais estratégia do que indignação.
Clássico se decide dentro de campo. O Grêmio precisa, sim, estar atento a todos os movimentos extracampo, mas principalmente manter o foco no futebol. Porque a resposta mais forte sempre vem com bola na rede.
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