Enquanto Luiz Inácio da Silva descansava para uma noite intensa e inesquecível na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, longe do brilho das fantasias e do som da bateria, outros personagens também se preparavam para agir — mas sem qualquer desfile ou aplauso.
Eram 7h da manhã de domingo de Carnaval
No celular de muitos microempreendedores, a mensagem chegou com tom urgente: “Seu CNPJ pode ser desativado devido ao não pagamento dos meses de janeiro e fevereiro. Regularize até dia 24.”
Curta, direta e assustadora
O golpe é estratégico. Não escolhe a data por acaso. Ele aposta no cansaço, na ressaca, na desatenção típica de quem virou a noite na folia. Imagine a cena: você chega em casa depois de horas de festa, acorda com o celular vibrando e lê que seu CNPJ — sua fonte de renda — pode ser cancelado. O impulso é clicar. Resolver. Pagar.
É aí que mora o perigo
Golpistas sabem que feriadões são terreno fértil. Enquanto parte do país samba, outra parte trabalha — aplicando armadilhas digitais. Eles contam com o susto e com a pressa. Contam que você não vai conferir o remetente, que não vai entrar no site oficial da Receita, que vai apenas tocar no link e seguir o roteiro preparado.
Mas, desta vez, o golpe foi para o número errado
Sem ressaca, sem euforia, apenas uma boa noite de sono. Bastou alguns segundos de atenção para perceber inconsistências na mensagem. Nenhum aviso oficial chega assim, por link suspeito e tom alarmista.
Carnaval é festa, mas também é distração. E distração é tudo o que o golpista precisa. O alerta vale não só para fevereiro, mas para qualquer feriado prolongado. Antes de clicar, respire. Antes de pagar, confirme. Consulte sempre os canais oficiais.



