Hoje assisti ao filme Rota 666 (2001), que à primeira vista parece apresentar um casal viajando até uma cidade caipira apenas para “tocar o terror”. Logo nas cenas iniciais, o clima de tensão se instala em um bar local, onde um homem interpreta o casal como pessoas sem respeito. A situação sai do controle quando um dos rapazes vai ao banheiro e acaba sendo surpreendido por outro homem, que o prende contra a janela.
Com o desenrolar da trama, o espectador passa a compreender melhor a história: os dois protagonistas fazem parte do programa de proteção à testemunha. O protegido, no entanto, está longe de ser um inocente — alguém que já cometeu muitos erros ao longo da vida. Criminosos passam a persegui-lo, e agentes do FBI entram em cena, deixando claro que ele precisa escolher entre morrer ou colaborar como testemunha.
Mais policiais federais chegam para reforçar a operação, e o grupo consegue escapar dos marginais do bar. A fuga segue por uma estrada misteriosa, que sequer aparece nos mapas da cidade. Curiosamente, é a própria testemunha quem conhece o caminho, levando todos a uma via fechada e controlada pela polícia local.
Ao entrarem nessa estrada proibida, o filme assume de vez o tom sobrenatural. Os personagens descobrem a existência de fantasmas ligados a antigos criminosos, e uma revelação importante conecta um desses espíritos ao passado de um dos agentes do FBI — justamente um policial extremamente competente e centrado.
Rota 666 mistura terror, suspense e ação em uma narrativa que surpreende aos poucos. Lançado em 2001, é um filme que merece ser descoberto sem muitos detalhes revelados, justamente para preservar o impacto da história. Fica a recomendação para quem aprecia produções de estrada, mistério e elementos sobrenaturais.



