O franchising brasileiro cresceu quase quatro vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos. Em 2024, dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor faturou R$ 273,083 bilhões, alta nominal de 13,5% — frente a um avanço de 3,49% do PIB no mesmo período, citado pelo balanço da própria entidade.
O ritmo não é pontual. Em 2023, o setor fechou o ano com R$ 240,661 bilhões e crescimento de 13,8%, superando as projeções iniciais e gerando mais de 1,7 milhão de empregos diretos. Em 2025, a ABF registra alta de 10,8% nos últimos doze meses e 9,1% no terceiro trimestre, mesmo em um ambiente de juros elevados e crédito restrito.
Modelo validado reduz o risco para quem investe
Para quem quer empreender pela primeira vez, o franchising é a alternativa mais segura. Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre sobrevivência das empresas mostra taxas de mortalidade de 29% entre microempreendedores individuais (MEI) em até cinco anos, 21,6% nas microempresas e 17% nas empresas de pequeno porte. No comércio, 30,2% dos negócios fecham as portas no mesmo período. Ao adquirir uma franquia, o investidor pula a etapa mais arriscada do ciclo: entra em uma operação validada, com processos definidos, marca consolidada e poder de barganha em escala — fatores que aumentam a previsibilidade e encurtam o tempo até o ponto de equilíbrio.
Serviços e cuidados puxam o crescimento
Dentro do franchising, serviços e cuidado pessoal puxam o ciclo. No terceiro trimestre de 2025, Limpeza e Conservação foi o segmento de maior crescimento, com alta de 14,5%, seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar (13,1%) e Alimentação – Comércio e Distribuição (12,7%). A ABF aponta três fatores estruturais por trás do desempenho de Limpeza e Conservação: lares mais compactos nas grandes cidades, escassez de mão de obra doméstica e a busca do consumidor por praticidade e qualidade de serviço.
Dentro desse segmento estão as lavanderias de autoatendimento, um dos formatos que mais avançam no país. Dados do Sebrae mostram que o setor de lavanderias cresceu 44% no Brasil entre 2019 e 2024. Hoje, o país tem mais de 27 mil lavanderias em operação, das quais mais de 3 mil já funcionam no formato self-service, segundo a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel). O modelo combina equipamento, gerando receita 24 horas por dia, baixa dependência de mão de obra, gestão simplificada e ciclo de retorno previsível. Para o consumidor, entrega praticidade, conveniência e custo acessível.
Acqua aposta no modelo híbrido para ampliar receita
Inserida nesse contexto, a Acqua, rede de lavanderias express, já comercializou 412 unidades e mantém 270 em operação em diferentes regiões do país. Parte expressiva dos franqueados adotou o modelo híbrido, combinando o autoatendimento contínuo com atendimento presencial, pacotes empresariais para pequenos negócios e serviço de delivery — formato decisivo para acelerar o faturamento das unidades.
"As lojas que adotam o modelo híbrido, com atendimento e delivery, registram um faturamento 27% superior em comparação às que operam apenas no autoatendimento. Esse ganho vem da ocupação mais eficiente das máquinas e da diversificação da base de clientes, que passa a incluir esmalterias, clínicas de estética e estabelecimentos da área de saúde", afirma Thalita Perozini Caporrazo, fundadora da Acqua.
O movimento confirma a tendência: enquanto a economia desacelera, o franchising amplia espaço entre investidores que buscam previsibilidade, escala e baixa dependência operacional. Somadas ao avanço dos modelos autônomos, essas características devem continuar redefinindo o mapa do setor nos próximos anos.
Contato Acqua: https://acqualavanderiaexpress.com.br






